Povoado Fortificado
Alto de S. Mamede ou Castro do Monte Redondo (Estação arqueológica da Idade do Ferro, classificada como Monumento Nacional em 1910. O sistema defensivo deste castro é constituído por três linhas de muralha e composto por habitações de planta circular e rectangular na área interna delimitada pelo amuralhado. A primeira linha de muralha tem 1050 metros de perímetro, sendo que a segunda contém uma porta para o lado poente. Estas duas linhas de muralha estão em bom estado de conservação, no entanto, a terceira linha encontra-se muito danificada. Segundo os especialistas, O Castro do Monte Redondo é talvez o maior povoado proto-histórico do concelho de Braga, possuindo dimensões semelhantes ao da Citânia de Briteiros), Lugar da Boucinha, Quinta do Ribeiro e Moinhos (Guisande); Penedo das Letras (Penedo pontiagudo que se eleva sobre outros e no qual se lê a seguinte inscrição: “No dia 6 de Dezembro de 1832 veio a este sítio e subiu a estas pedras sua majestade o senhor D. Miguel I”.
Albano Belino define-o nos relatórios das suas explorações arqueológicas suburbanas de Braga, como a imponente penha que se eleva no monte sobranceiro à aldeia de Oliveira S. Pedro. É um local enigmático, de lendas, de histórias, desde longa data, para as populações próximas. O Penedo das Letras sempre inspirou, ao longo dos tempos, lendas e narrativas de amores proibidos e diz-se que por ali se refugiava o rei D. Miguel I para se esquecer dos conflitos com sua mãe, para se passear no seu cavalo ou porque daí procurava detectar a chegada das tropas do seu irmão D. Pedro do Brasil. O facto é que, durante a sua estadia, em Braga, D. Miguel I esteve neste local, ficando o registo da sua passagem devidamente assinalado com uma inscrição na face triangular de um rochedo. No entanto o povo sempre afirmou que o rei vinha ao Penedo das Letras para cortejar uma moça da terra) e Capela de S. Bento (Oliveira S. Pedro).
Localização
Guisande
Classificação
Monumento Nacional
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